Conheça o Estado Vaticano
30/08/2017 - 8h37 em Igreja

Dados impressionantes do menor Estado independente do mundo

© Antoine Mekary / ALETEIA
 

Bem-vindos ao Vaticano, um lugar excepcional

“Dar bastante corpo para manter a alma unida”. Foi com essas palavras que o Papa XI justificou, durante o Tratado de Latrão, a importância de um Estado independente, por menor que fosse, para manter materialmente a atividade espiritual da Igreja.

O território romano, com seus 44 hectares, é o menor Estado soberano do mundo. Representa 20% da área de Mônaco, por exemplo. No entanto, o Vaticano perde o posto de menor do mundo para o principado quando se adicionam suas dependências extraterritoriais, como os 55 hectares da residência de Castel Gandolfo.

A população total do Vaticano é de pouco menos de 900 habitantes. Não há nacionalidade vaticana, mas um status temporário de cidadania distribuído pelo soberano pontífice em reconhecimento a uma função ou serviço prestado à Igreja.

Um fato único: os cidadãos do Vaticano são binacionais e menos de 300 residem no Estado. Os outros cidadãos estão a serviço no estrangeiro, principalmente nas nunciaturas apostólicas [similares às embaixadas].

O Vaticano também é o único país cujo idioma oficial não é falado no local. O latim, utilizado na linguagem oral até a década de 1960, foi sendo trocado aos poucos pelo italiano.

Claro que é possível ouvir outros idiomas nos corredores dos museus e na basílica: com 18 milhões de turistas e peregrinos por ano, é o Estado soberano mais visitado em relação ao número de habitantes.

Uma monarquia absoluta

Mais um dos inúmeros paradoxos do Vaticano: embora tenha o menor exército do mundo, este é o país mais “militarizado” do planeta, já que 20% de seus cidadãos são soldados!

O Vaticano também é uma das sete monarquias absolutas do mundo e a única que aboliu a pena de morte. As execuções foram proibidas em 1696, 12 anos antes da França e 26 anos antes da Bélgica.

O país menos povoado do planeta também é o que tem a maior taxa de criminalidade relativa! Mas, calma: a criminalidade relativa leva em conta a quantidade de crimes em relação ao total da população, que é minúscula. E esses crimes, no geral, são furtos contra visitantes da Praça de São Pedro.

Em 2016, a polícia vaticana aplicou 88 multas e registou 64 acidentes de trânsito. O incidente mais grave foi a morte de um comandante da Guarda Suíça e da sua esposa em 1998 – o primeiro assassinato desde a fundação do atual Estado do Vaticano, em 1929.

Com uma centena de empregados religiosos e quase 2.000 empregados laicos, a taxa de emprego do Vaticano é duas vezes maior do que a sua população. No entanto, este microestado depende dos serviços públicos da Itália: água, gás, eletricidade, limpeza etc.

Os principais empregadores são os Museus Vaticanos. Não há empresas privadas e é impossível adquirir imóveis, já que a Santa Sé é proprietária de todos os edifícios do Vaticano.

Por fim, outro fato curioso deste lugar excepcional: o consumo de vinho pela população vaticana proporciona uma estatística surpreendente. Em 2014, cada habitante comprou quase 55 litros da bebida. A razão é simples: os supermercados isentam os funcionários da Santa Sé e do Vaticano da cobrança de impostos. Os familiares e agregados também possuem o benefício, de modo que, para 2.000 empregados, circulam em Roma mais de 40.000 cartões de acesso aos estabelecimentos.

 

Fonte: aleteia

 

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